terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Grêmio Tetra Campeão da Copa do Brasil

Copa do Brasil 1989

Tão logo o juiz José de Assis Aragão apitou o encerramento da primeira Copa do Brasil, sábado à tarde, no Estádio Olímpico, o mais jovem jogador do Grêmio - Assis, de apenas 18 anos - tomou uma atitude típica de sua idade. Recusou abraços, dispensou entrevistas e saiu correndo como um louquinho, a gritar "Sou campeão! Sou campeão! Sou campeão!"
Dezesseis anos mais velho, o capitão Edinho também se comportou de forma esperada. Ao receber o troféu dourado das mãos do vice-presidente da CBF, Eurico Miranda, limitou-se a sorrir e mostrá-lo aos quase 70 mil ensandecidos torcedores. Depois, comentou: "Eu já havia decidido abandonar a bola quando recebi o convite do Grêmio, em abril. Como eu estava certo ao aceitá-lo!"
Assis e Edinho já tinham agido de forma semelhante na conquista do pentacampeonato gaúcho. Nos 2x1 sobre o Sport - que deram o título ao Grêmio e o colocaram na Taça Libertadores de 1990 -, confirmava-se: era essa fórmula tão antiga quanto o futebol, de juntar caudilhos calejados e jovens talentosos e entusiasmados, que havia produzido o segundo título gremista em pouco mais de dois meses. Mas foi não apenas isso.
"A festa é dos jogadores", declarou, pouco antes de se evaporar, o modesto feiticeiro às avessas que bolou essa fórmula nada mágica - o técnico Cláudio Duarte. E eles não se fizeram de rogados. Muitos esguicharam champanhe nacional sobre os torcedores que os cercavam. Outros beberam. O campeão da primeira Copa do Brasil venceu sete partidas e empatou duas, exibiu o ataque mais eficiente (25 gois) e a defesa menos vazada (apenas quatro).
Ao longo dessa irretocável campanha, o Grêmio só tomou dois sustos. Um aconteceu no primeiro jogo das semifinais, no Maracanã: chegou a estar perdendo por 2x0 (e Zico desperdiçou o terceiro ao chutar na trave), mas reagiu e chegou ao empate, enfiando históricos 6x1 no jogo de volta. O outro susto ocorreu justamente na final contra o Sport. O time gaúcho vencia por 1x0, gol do excelente Assis. Aos 31 minutos do primeiro tempo, porém, o goleiro Mazarópi falhou incrivelmente e socou a bola para dentro do próprio gol. Nesse momento a multidão de 62807 pagantes silenciou e sentiu medo do pior. O empate em um gol dava o título aos pernambucanos. Mesmo Edinho e os outros veteranos acusaram o golpe. Dali até o final do primeiro tempo, a equipe não se achou mais.
Nos vestiários, porém, os jogadores decidiram que não haveria tragédia no Olímpico. Quieto no seu canto, Cuca tomou para si a responsabilidade. Não deu outra; aos 7 minutos, ele recebeu a bola e desferiu uma bomba que paralisou o veterano Rafael. Em seus 35 anos de existência, poucas vezes o Olímpico viu tanta explosão - a da alegria da torcida e a dos rojões enfileirados ao lado do estádio, símbolo da absoluta certeza da vitória. Era o segundo título nacional do Grêmio e o primeiro em casa - o do Campeonato Brasileiro de 1981 foi conquistado no Morumbi, em cima do São Paulo.
Naquele ano, Edinho já tinha três títulos estaduais, todos conquistados pelo Fluminense. Quanto a Assis, ainda corria de calças curtas pêlos campinhos e a escolinha do clube era apenas um sonho para dali a dois anos. No final, Edinho saiu rapidamente do vestiário, mas o garoto ficou por ali, saboreando o assédio dos torcedores. "Não, essa camisa não, essa é para minha mãe", dizia a eles. Um fa, mais insistente, conseguiu as meias e saiu a exibi-las, para inveja dos outros. "São do rei Assis", festejava.
Campanha08/02 Ibiraçu 0 x 1 Grêmio, Alfinete
05/04 Grêmio 6 x 0 Ibiraçu, Alfinete, P. Egídio (2), A. Heleno, Cuca e Kita
12/04 Mixto 0 x 5 Grêmio, Nando (2), Alfinete, Cuca e Assis
29/05 Grêmio 2 x 0 Mixto (WO)
04/06 Bahia 0 x 2 Grêmio, Cuca e Kita
19/06 Grêmio 1 x 0 Bahia, Edinho
03/07 Flamengo 2 x 2 Grêmio, Paulo Egídio e Luís Eduardo
10/07 Grêmio 6 x 1 Flamengo, Cuca (2), Paulo Egídio (2), Almir e Assis
07/08 Sport 0x0 Grêmio
02/09 Grêmio 2x1 Sport, Assis e Cuca


Copa do Brasil 1994


"Quantos minutos faltam?", perguntava insistentemente o goleiro Danriei aos jornalistas postados atrás da meta gremista. A cena ainda se repetiria por mais de uma dezena de vezes ao longo daquele segundo tempo. Tanta ansiedade tinha um bom motivo: persistindo o resultado de 1 x 0, o Grêmio se consagraria campeão da Copa do Brasil e o jogador festejaria seu primeiro título nacional. Assim, quando o árbitro ergueu o braço direito e apitou o final da partida, ninguém se surpreendeu com a explosão de entusiasmo de Danriei.
A vitória contra o Ceará deu ao tricolor gaúcho seu segundo título da competição, o que lhe valeu a fama de especialista em Copa do Brasil. Afinal, em seis edições do evento, faturou duas (1989 e 1994) e chegou duas vezes ao vice-campeonato (1991 e 1993).
Para presentear sua torcida com mais um título nacional, o Grêmio lançou mão de uma fórmula bastante utilizada no futebol brasileiro: mesclar juventude e experiência em campo. Com os cofres vazios, os dirigentes gremistas investiram pouco em contratações, preferindo apostar na ascensão de jogadores jovens e no técnico e bom estrategista Luiz Felipe.
Campeão da mesma competição defendendo o Criciúma em 1991, Luiz Felipe soube trabalhar com a juventude do lateral-esquerdo Róger e do meio-campista Emerson, ambos vindos das categorias de base do clube, e a experiência dos zagueiros Paulão (ex-Cruzeiro) e Agnaldo (ex-Vitória). Em campo, o time jogou um futebol compacto, veloz e brigador. Nos dez jogos que disputou não perdeu nenhum: venceu seis e empatou quatro. Fez 13 gois e sofreu seis.
Derrubando equipes como Corinthians, Vasco, Criciúma e Vitória, os gaúchos assimilaram a estratégia pregada pelo treinador, como atestou o atacante Fabinho: "Numa competição que se joga ao estilo matar-ou-morrer, cada jogo é uma final." Foi assim em todas as partidas, principalmente naquelas disputadas fora, de casa, ocasiões em que o sistema defensivo era reforçado.
O título carimbou o passaporte para a próxima Libertadores, mas a vitória final veio numa partida contra um surpreendente Ceará, que havia desbancado o favoritismo de times como Internacional e o Palmeiras. Jogando em casa, na presença de 49 263 espectadores, o Grêmio conseguiu impor seu futebol. Em menos de cinco minutos já havia conseguido quatro escanteios, um dos quais resultou no gol do marcado de cabeça pelo centroavante Nildo. Mas apesar da supremacia gremista o Ceará não se entregava. Dos pés do veterano o meia Eiói saíam as principais jogadas da equipe nordestina, que bravamente até o fim e quase arrancou um empate. O resultado (1x0) acabou por premiar o melhor time.
Com a taça nas mãos e festejado por seus jogadores, o pé-quente Luiz Felipe repetia a receita do sucesso: "Neste tipo de competição não é preciso ter um supertime. Basta acreditar no potencial e não menosprezar o adversário, seja ele quem for". E é com a mesma filosofia que em 1995 o Grêmio volta à Taça Libertadores, que conquistou em 1983, tentando erguer pela segunda vez o troféu de campeão sul-americano. Afinal, o tricolor é um time copeiro, verdadeiro especialista em torneios desse gênero.
Campanha08/02 Criciúma Criciúma 2 x 2 Grêmio, Carlinhos e Gílson
05/04 Novo Hamburgo Grêmio 2 x 1 Criciúma e Carlinhos (2)
12/04 Porto Alegre Grêmio 2 x 0 Corinthians, Gílson e Fabinho
29/05 São Paulo Corinthians 2 x 2 Grêmio, Nildo e Fabinho
04/06 Porto Alegre Grêmio 1 x 0 Vitória, Agnaldo
19/06 Salvador Vitória 0 x 1 Grêmio, Nildo
03/07 Rio de Janeiro Vasco 0 x 0 Grêmio
23/07 Porto Alegre Grêmio 2 x 1 Vasco, Nildo (2)
07/08 Fortaleza Ceará 0 x 0 Grêmio
10/07 Porto Alegre Grêmio 1 x 0 Ceará, Nildo

Copa do Brasil 1997


A proposta que pousou na mesa do presidente do Grêmio, Luís Carlos Silveira Martins, o Cacalo, parecia irrecusável. O Corinthians, sentado em cima dos cofres do Banco Excel, oferecia 6 milhões de reais pelo atacante Paulo Nunes.
Um negocião, já que o jogador havia chegado ao time gaúcho por 700 mil dólares, como contrapeso na contratação do atacante flamenguista Magno. O presidente balançou, perdeu noites de sono, mas resistiu ao canto da sereia corintiana. Quatro meses depois, o dirigente comemorava a decisão.
Paulo Nunes havia se transformado no herói da conquista da Copa do Brasil. Na final, dentro de um Maracanã rubro-negro, o atacante não marcou nenhum gol do empate de 2 x 2 com o Flamengo, mas deu o passe para o primeiro tento e passou o jogo inteiro semeando pânico no adversário.
Paulo Nunes terminou a Copa do Brasil como artilheiro (nove gols) e melhor jogador. Repetiu assim o feito do Campeonato Brasileiro, quando também terminou campeão e goleador (16 gols). "Bendito o dia em que não vendi Paulo Nunes", comemora Cacalo. Com o atacante - e o próprio time - em grande fase, a torcida encheu o estádio e pelo menos 3 milhões de reais entraram nos cofres gremistas.
"Este não é de mais ninguém", vibrava o capitão Mauro Galvão no Maracanã. Essa talvez tenha sido a mais dramática conquista do esquadrão gremista. Em metade das partidas, a equipe sofreu expulsões. Verdade que muitos dos cartões vermelhos foram merecidos.
Outro complicador foi disputar a Libertadores simultaneamente. Numa terça-feira, o time enfrentou o Guarani, do Paraguai. Ganhou numa dramática disputa de pênaltis. Em menos de 48 horas, o time entrava de novo em campo para enfrentar o Corinthians pela Copa do Brasil.
"Não sei de onde a gente tira tanta força"
, exulta Paulo Nunes. "Nós nem dormimos direito naquela semana". Mas quem não dormiu direito foram os corintianos, derrotados por 2 x 1 em casa.
Mas onde está o segredo do sucesso do Grêmio?
1) O clube prioriza as competições nacionais e internacionais. Já em 1994 colocou uma equipe mista para disputar o estadual, concentrando forças na Copa do Brasil e na Libertadores.
2) O tricolor vive numa estabilidade administrativa desde que o grupo político de Fábio Koff assumiu o poder. Koff passou o bastão para Cacalo e continuou como eminência parda do clube.
3) A estabilidade se estende à comissão técnica. O técnico Luiz Felipe Scolari ganhou a Libertadores e o Brasileiro, e só saiu por vontade própria. Em seu lugar assumiu Evaristo de Macedo, que manteve o mesmo elenco.
4) A sagacidade na hora de fechar negócios é outra faceta do Grêmio. Comprou o atacante Jardel por 1 milhão de reais e o meia Arílson por 30 mil. Jardel foi vendido por 2 milhões e Arílson por 3 milhões.
5) O clube investiu nas categorias de base, de onde saíram Danrlei, Roger, Carlos Miguel, Rodrigo Gral e Murilo.
Apesar do cansaço e do olho grande dos adversários, o Grêmio conseguiu se impor e ganhar um título nacional. E o grito da torcida tricolor - "Ah, eu sou gaúcho" - reverbera até hoje nos ouvidos de baianos, paulistas e cariocas.
Campanha18/03 Fortaleza 2 x 3 Grêmio Zé Alcino (2), Paulo Nunes
25/03 Grêmio 3 x 1 Fortaleza Paulo Nunes (2), Dinho
04/04 Grêmio 2 x 1 Portuguesa Paulo Nunes, Dinho
08/04 Portuguesa 1 x 1 Grêmio Paulo Nunes
18/04 Grêmio 2 x 0 Vitória Paulo Nunes, Goiano
03/05 Vitória 3 x 3 Grêmio Nílson (contra), R. Gral, Paulo Nunes
08/05 Corinthians 1 x 2 Grêmio Rodrigo (contra), Paulo Nunes
15/05 Grêmio 1 x 1 Corinthians Paulo Nunes
20/05 Grêmio 0 x 0 Flamengo
22/05 Flamengo 2 x 2 Grêmio João Antônio, Carlos Miguel

Copa do Brasil 2001

Foi no Morumbi que o Grêmio conseguiu sua primeira conquista nacional. Qualquer gremista se lembra de Renato Sá ajeitando de cabeça e Baltazar fuzilando o são-paulino Waldir Peres, há 20 anos. Foi com calções brancos e meias azuis que o Grêmio entrou em campo em Tóquio, para a final do Mundial Intercliubes de 1983, contra o Hamburgo, da Alemanha. Foi esse o uniforme, no lugar dos tradicionais calções pretos e meias brancas, que se confundiam com o uniforme dos alemães.
O Grêmio de 2001 tinha as meias azuis e o Morumbi como palco. E, se os campeões do passado não conseguiram se livrar da discriminação dos paulistas, que sempre procuravam um defeito em cada conquista - em 1981, o time era defensivo, em 1983, um exército cheio de jogadores de aluguel - aversão 2001 do Grêmio tem muito a ensinar ao Brasil.
Na equipe de Tite, a defesa ataca, como mostrou Marinho, zagueiro de chuteiras brancas, no primeiro gol. E o ataque defende, como ficou claro nas duas partidas das finais contra o Corinthians. No Morumbi, Marcelinho e Luiz Mário não permitiam que João Carlos e Scheidt começassem as jogadas pelo chão, como o Corinthians se habituou. Zinho vigiava Marcos Senna, Ânderson e Rubens Cardoso protegiam os avanços de Rogério e Kléber. E ainda tinha Zinho fechando a saída dos volantes Marcos Senna e Otacílio (ele precisava?).
Ah, mas o Corinthians tem Marcelinho Carioca, Ricardinho, Ewerthon e Müller, diria o mais fanático torcedor paulista. Tinha, responderia o técnico Tite. Porque Müller e Ewerthon mal puderam jogar, tão marcados que foram por Roger e Marinho, no Morumbi - Mauro Galvão ficava na sobra. Para completar, Ânderson Polga não dava sossego a Marcelinho Carioca e Tinga... Bem, Tinga armava, desarmava e ainda não deixava Ricardinho pegar na bola.
"Marcamos a saída de bola contra times que saem com bola no chão", dizia Tite, antes da final. Quem avisa amigo é. Como os corintianos não ouviram, tiveram de dar bicos da defesa para o ataque, rifar a bola e entregá-la de bandeja para o Grêmio ser campeão.
Pressionando, o Grêmio forçava o erro do adversário. E João Carlos, como se tivesse nascido em Porto Alegre vestido de azul, deixou para Marcelinho rolar para trás, para Zinho marcar o gol do tetracampeonato da Copa do Brasil.
Uma semana antes, Zinho avisou: no dia de seu 34° aniversário, queria o título da Copa do Brasil como presente. Teve mais. Ganhou o prêmio de melhor jogador em campo. Fruto de um cruzamento perfeito para o primeiro gol, de Marinho, do segundo gol que marcou de pé esquerdo e de um passe milimétrico que iniciou a jogada do gol do título, marcado por Marcelinho Paraíba.
Fechou o placar em 3 x 1. Sim, porque houve um único cochilo, que permitiu a Ewerthon fazer para o Corinthians, aos 29 minutos do segundo tempo, tempo suficiente apenas para o Grêmio passar 16 minutos jogando em seu velho estilo. Em vez de marcar no campo de ataque, fechar espaços na defesa. Em vez de forçar o erro do rival, atraí-lo para seu campo e sair em velocidade. Como autêntico time copeiro, coisa que o Grêmio sempre foi. E, como copeiro, agora já se credencia para novas jornadas. Depois de três anos, o time volta à Copa Libertadores. É tempo, então, da América aprender com o time da pressão total.
Campanha14/03 Villa Nova-MG 3 x 2 Grêmio Ânderson Lima (2)
21/03 Grêmio 4 x 1 Villa Nova-MG Luiz Mário (2), Zinho e Rubens Cardoso
18/04 Santa Cruz 1 x 0 Grêmio
26/04 Grêmio 3 x 1 Santa Cruz Eduardo Costa e Rodrigo Mendes (2)
02/05 Grêmio 1 x 0 Fluminense Marcelinho Paraíba
09/05 Fluminense 0 x 0 Grêmio
16/05 Grêmio 2 x 1 São Paulo Warley (2)
23/05 São Paulo 3 x 4 Grêmio Marcelinho Paraíba (3) e Zinho
30/05 Grêmio 3 x 1 Coritiba Warley, Zinho e Ânderson Lima
06/05 Coritiba 0 x 1 Grêmio Zinho
10/06 Grêmio 2 x 2 Corinthians Luiz Mário (2)
17/06 Corinthians 1 x 3 Grêmio Marinho, Zinho e Marcelinho Paraíba


Tricolor é Tetra na Copa do Brasil
Nesta quarta-feira, o tetra-campeão da Copa do Brasil começará a sua caminhada pela conquista do penta campeonato.
O Grêmio, que foi o primeiro campeão desta competição em 1989, sob administração do Presidente Paulo Odone, conquistou mais três ediçôes. Estas façanhas aconteceram nos anos de 94, 97 e 2001. O tricolor gaúcho fez alegria da sua torcida nas finais contra o Ceará, Flamengo e Corinthians.
O Tricolor, que ao lado do Cruzeiro de Minas Gerais, tem a marca do tetra desta copa nacional, estreará contra o Grêmio Jaciara, em Cuíaba, capital do Mato Grosso. A partida será no estádio José Fragelli, às 21h45, horário de Brasília.
O encontro do tricolor gaúcho contra o time mato grossense, que tem o nome de Grêmio em homenagem ao "Campeão do Mundo de 1983", será o ponta-pé inicial para mais uma taça,faixa e muitas alegrias que farão parte da história do "Imortal Tricolor".

2 comentários:

Flavio Henrique Martins disse...

VOLTA DANRLEI!!!
AÍ TEREMOS O PENTA

Todd and Marília Aitken disse...

http://www.ifyousnoozeyoulose.com/tetracampeao-Zinho.htm