quarta-feira, 25 de julho de 2007

Náutico x Grêmio


Não há como ser diferente. O jogo entre Náutico e Grêmio, na noite desta quarta-feira, em Recife, válido pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro 2007, representa uma oportunidade de vingança para a equipe pernambucana, que decidiu a Série B de 2005 em casa, diante do time gaúcho, mas acabou derrotada por 1 a 0 mesmo que o adversário tenha ficado com apenas sete atletas em campo e que o árbitro lhe tenha favorecido com dois pênaltis, ambos desperdiçados. Aquela tarde trágica de 26 de novembro atrasou em um ano o retorno do alvirrubro à elite do futebol nacional, mas ela veio e, agora, chegou a hora da revanche.E a hora é boa. O Náutico, apesar de permanecer na zona da tabela que leva ao rebaixamento - é o 19º colocado, coma penas 10 pontos - vem de uma vitória contundente sobre o Corinthians, em São Paulo, por 3 a 0, e a esperança é de que tenha sido o começo de uma série de bons resultados que evite a queda do clube, outra vez para o inferno da Segundona.Mas é certo que não será nada fácil atingir esse objetivo contra o tricolor gaúcho, pois esse, com a vitória sobre o Flamengo por 1 a 0, no último domingo, ingressou na faixa que leva à Libertadores da América e, mais do que tentar se manter entre os primeiros, deseja manter ascensão e brigar pelo título nacional da temporada, algo que aconteceu pela última vez no Brasileirão de 1996.O técnico gremista, Mano Menezes, de volta ao lugar do inesquecível jogo de 2005, evita tratar o confronto como uma revanche. Na entrevista coletiva que concedeu no final da tarde desta terça, perguntado sobre o clima que deverá ser encontrado, disse apenas que "não posso pensar ou decidir como vem o Náutico, mas são outros jogadores e é outro momento".Mano deixou claro ter o máximo respeito pelo adversário, pois "não há muita diferenciação técnica entre as equipes que disputam o Campeonato Brasileiro, estejam elas na ponta de cima ou de baixo da tabela".Com muitos problemas para montar a equipe, especialmente no sistema defensivo - pois Teco e Pereira estão afastados por lesão e Schiavi suspenso - Mano promove a estréia do jovem Léo Mineiro, 19 anos, ao lado de William. "É um jogador que não tem a mesma estatura dos zagueiros que temos utilizado, mas compensa isso com muita impulsão", explicou.No time que começa a partida, apenas um jogador, o lateral-direito Patrício, estava naquele jogo histórico de dois anos atrás. No grupo que viajou para Recife, entretanto, estão outros dois atletas: o goleiro Galatto e o volante Nunes, mas esses ficarão no banco de reservas.Já pelo lado do Náutico, nenhum dos que estiveram em campo na Batalha dos Aflitos jogará nesta noite de quarta-feira. Dos únicos que permanecem no clube, o goleiro Rodolpho é reserva e o atacante Kuki, em atrito com a torcida, sequer concentrou para a partida.Rodolpho, na véspera da partida, procurou evitar o clima de vingança e disse que "para o torcedor é claro que o sentimento é de revanche, pois aquela derrota deixou um gosto muito amargo, mas para mim, nunca haverá uma vingança daquele jogo. É uma partida que ficará marcada para sempre na história do futebol, assim como foi a derrota do Brasil para o Uruguai na Copa do Mundo de 1950. Ninguém vai esquecer".

Náutico
Eduardo; Toninho, Onildo e Breno; Sidny, Daniel Paulista, Tales, Elicarlos, Acosta e Júlio César; Ferreira
Técnico: Roberto Fernandes

Grêmio
Saja; Patrício, William, Léo Mineiro e Thiego; Gavilán, Edmilson, Tcheco e Diego Souza; Carlos Eduardo e Tuta
Técnico: Mano Menezes

Data: 25/7/2007 (quarta-feira)
Horário: 20h30
Local: Estádio dos Aflitos, em Recife
Árbitro: Sálvio Spínola Fagundes Flho (Fifa/SP)
Auxiliares: Valter José dos Reis (Fifa/SP) e Marinaldo Silvério (SP)

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